Deputado informa pagamento de R$ 10,7 milhões da Seduc a empresa cujo dono foi preso pela PF, escândalo no transporte escolar e na merenda!

Um contrato de R$ 32,9 milhões da empresa G. H. Macário Bento com a Seduc chegou a ser suspenso por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em fevereiro.

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) disse, nesta segunda-feira, que o governo do Amazonas empenhou o pagamento, no último dia 7, de mais R$ 10,7 milhões à empresa G. H. Macário Bento, fornecedora de refeições preparadas para as escolas da capital e do interior do Amazonas, contratada sem licitação, cujo dono, Gustavo Henrique Macário Bento, foi preso na operação Eminência Parda, da Polícia Federal (PF), em julho desse ano.

Gustavo Henrique

O deputado lembrou que já denunciou na Assembleia Legislativa (ALE) sobrepreço na contratação da empresa, que agora recebeu cinco empenhos da Seduc referente aos meses de agosto e setembro deste ano. Segundo ele, no contrato, a empresa atenderia capital e interior com acréscimo de mais de 50% no preço das refeições escolares, passando o lanche de R$ 2,10 para R$ 4 no interior e R$ 3,49 na capital, enquanto que o almoço foi de R$ 8,20 para R$ 11 no interior e R$ 7,98 na capital.

De acordo com os dados do Portal da Transparência, na última semana, a G. H. Macário Bento recebeu cinco valores: R$ 2.146.084,71; R$ 2.036.818,02; 1.683.998,01; R$ 2.983.995,72 e R$1.940.329,26, todos em caráter indenizatório. No total, a Seduc empenhou R$ 40,1 milhões e pagou R$ 30,8 milhões à empresa, este ano.

O deputado lembrou que o dono da empresa chegou a ser preso pela PF, sendo acusado pelos crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Também disse que um contrato de R$ 32,9 milhões da empresa com a Seduc chegou a ser suspenso por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em fevereiro. De acordo com ele, o governo não atendeu aos órgãos de controle. 

Segundo o deputado, a atual gestão não se importa em ligar o nome do Amazonas a uma empresa cujo dono está preso pela Polícia Federal. “É de uma irresponsabilidade tamanha. Além do sobrepreço da merenda, o governo mantém um acordo feito às escuras com uma empresa que o dono está envolvido em várias acusações. Isso é um conluio com a prática criminosa”, criticou o parlamentar.

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