Professores da Ufam vão processar ministro da Educação

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vão ingressar na Justiça Federal com uma ação coletiva por danos morais contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que disse que há “plantações extensivas de maconha” nas universidades federais, “a ponto de precisar de borrifador de agrotóxico”.

Na ação, eles cobram R$ 5 milhões de Weintraub pela reparação. Segundo o advogado Yuri Evanovick, que assina a petição, a conduta praticada pelo ministro “ofende diretamente a honra daqueles que lutam diariamente para formar cidadãos brasileiros.”

“Destaco que o ministro sem prova alguma dispara o ato ofensivo, acusando as universidades federais de plantar maconha e fabricar metanfetamina, o que seria um grave afronto ao artigo 33 da Lei de Drogas nº 11.343/2011”, explicou.

Artigo 33: Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.

Nele, está previsto uma pena de reclusão de 5 a 15 anos e pagamento de multa. Na ação, os professores lembram que o ministro ainda acusa os laboratórios de química das Universidades Federais de produzirem metanfetamina.

“Você pega laboratórios de química – uma faculdade de química não era um centro de doutrinação – desenvolvendo drogas sintéticas, metanfetamina, e a polícia não pode entrar nos campi”, disse o ministro ao Jornal da Cidade.

Ele ainda ironizou a situação dizendo que “orgânico é bom contra soja para não ter agroindústria no Brasil, mas na maconha deles eles querem toda tecnologia a disposição.”

“Traduzindo: os professores das universidades federais são traficantes para o ministro da Educação”, diz. Os docentes dizem que as universidades públicas federais são o berço da produção de ciência e de tecnologia do país, devem ser cuidadas e incentivadas.

E que o ministro da Educação não só comete uma ofensa direcionada ao professor, mas também as instituições de ensino federais que são verdadeiramente um patrimônio. “Os professores da Ufam, por terem sua honra ultrajada e ofendida, estão propondo a ação no intuito de serem ressarcidos pelos danos sofridos, consoante a base legal, doutrinaria e jurisprudencial”, diz o advogado.

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