Governo proíbe deputados de fiscalizarem situação do Pronto Socorro João Lúcio

Para o deputado Dermilson Chagas (Progressistas), a atitude do Governo é mais uma prova de uma gestão omissa e que esconde o caos da saúde pública da sociedade.

Os deputados estaduais Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (Progressistas) foram impedidos, ontem segunda-feira (2), de fiscalizarem as dependências do Hospital e Pronto Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, no bairro Coroado, na zona leste de Manaus. Segundo os parlamentares, a ordem para barrá-los partiu da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), por intermédio da secretária-adjunta da pasta, Dayana Mejia. Eles estavam acompanhados da secretária geral do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Patrícia Sicchar.

Para Dermilson, a atitude do Governo é mais uma prova de uma gestão omissa e que esconde o caos da saúde pública da sociedade. “O que vimos dentro dessas quatro paredes (do João Lúcio) é o lado obscuro da saúde. Aí dentro (João Lúcio) tem dor, sofrimento, morte, uma má aplicação do dinheiro público, profissionais insatisfeitos e comida sem qualidade. O governo poderia ser transparente e deixar a sociedade saber a realidade, mas a única forma de descobrir é quando o cidadão de bem procura o hospital. Um verdadeiro caos, uma falta de habilidade, de respeito a população e com o dinheiro público”, acusou Chagas.

A presidente do Simeam, Patrícia Sicchar, constatou que a unidade de saúde apresentou algumas irregularidades durante a fiscalização. “Encontramos alguns problemas como o politrauma lotado, falta de medicamentos, leitos sem funcionar na parte cirúrgica e pacientes abarrotados no corredor. Um exemplo claro da calamidade que a saúde pública se encontra hoje, dificuldade dos profissionais trabalharem e o sofrimento da população”, comentou Patrícia.

Afronta

Para Wilker Barreto, líder da minoria na Assembleia Legislativa, a decisão da Susam é uma afronta à prerrogativa parlamentar. Ele afirmou que estará reunido nesta terça-feira, dia 3, com a procuradora-geral de Justiça do Estado, Leda Mara Nascimento Albuquerque, afim de recorrer para continuar as fiscalizações nas unidades de saúde do Estado.

“Isso é um absurdo, onde já se viu deputados estaduais terem que fazer ofício para fiscalizar uma unidade de saúde? Passamos mais de quarenta minutos aguardando autorização e infelizmente fomos impedidos pela Susam. Isso atenta contra as nossas prerrogativas. O que eles têm a esconder?”, questionou Barreto.

De acordo com os deputados, o hospital Dr. João Lúcio precisa de R$ 3 milhões para reforma das salas de politrauma, centros cirúrgicos e Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), hoje os principais problemas, além da falta de medicamentos e insumos.

“Somente nesse mês de novembro, o governo do Amazonas arrecadou R$ 2,3 bilhões. E esse valor não reflete na saúde, praticamente em nada. Lamentável a situação atual da nossa saúde pública, pessoas morrendo e a atual gestão em vez de trabalhar, prefere impedir os deputados de trabalharem”, disse Dermilson.

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