Bolsonaro: “Não existe risco de contágio” com repatriação

Presidente negou que retorno de brasileiros vá trazer o coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (7) que não haverá risco de que o novo coronavírus se espalhe pelo Brasil com a chegada de 34 pessoas que serão resgatadas pelo governo brasileiro na China neste fim de semana.

– O objetivo de abrir [a reunião] aos senhores [jornalistas] é exatamente levar uma informação clara ao Brasil, e especialmente para o pessoal de Anápolis, que não existe qualquer risco para terceiros no Brasil. Operação muito bem preparada, planejada, bem demonstra a dedicação, o empenho e o patriotismo por tarde de todo os envolvidos – afirmou o presidente durante uma reunião no Ministério da Defesa para tratar da ação de resgate conduzida pelo governo.

O presidente, que inicialmente resistiu à ideia de trazer os brasileiros que estão nas regiões afetadas na Ásia para solo brasileiro, elogiou a operação coordenada pelos ministérios da Defesa e da Saúde.

– [Quero] Parabenizar aqui todos os envolvidos nessa operação, que não deixou de contar com muito sacrifício por parte do governo, tendo em vista a questão orçamentária e os meios para cumprir a missão. Mas ela será cumprida de forma ímpar. Então, antecipadamente eu parabenizo a todos – afirmou.

A previsão é de que os dois aviões da Força Aérea que vão buscar os brasileiros em Wuhan, na China, pousem às 13h30 na cidade chinesa, no horário de Brasília.

O governo estima que as aeronaves chegarão a Anápolis, onde foi preparada a quarentena, à meia-noite de domingo (9). Ao todo, a FAB vai buscar 40 pessoas em Wuhan, epicentro da doença.

Os repatriados passarão por uma quarentena na cidade goiana de 18 dias e neste período terão direito a seis refeições diárias, atividades de recreação e entretenimento e disponibilidade de uma copa para serviços de comes e bebes por 24 horas.

Embarcarão na China um total de 64 passageiros, incluindo seis estangeiros que desembarcarão numa primeira parada, em Varsóvia, na Polônia. Bolsonaro ofereceu carona ao governo polonês para o transporte desses cidadãos, que são quatro poloneses, um indiano e um chinês.

São 34 brasileiros ou parentes de brasileiros resgatados, incluindo três diplomatas nacionais. Os outros 24 a bordo incluem jornalistas, militares e médicos que atuarão na operação de resgate.

*Folhapress

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