Norte-coreana arrisca a vida para se batizar na China

Os dois países asiáticos estão na lista dos 25 que mais perseguem cristãos ao redor do mundo

Uma estrangeira, vinda de um país com forte repressão aos cristãos, morando em um país com ataques quase que igualmente pesados ao cristianismo. Essa é a realidade vivida por Bon-Hwa (nome fictício usado por razão de segurança). Ao contrário do que tudo indicava, ela não teve medo do cenário adverso e decidiu se batizar, mesmo correndo risco de ser morta.

A escolha da jovem norte-coreana começou dois anos antes, quando ela conheceu a reunião secreta de mulheres para mulheres, organizada pela Open Doors (Portas Abertas, em português), criada para acolher mulheres oriundas da Coreia do Norte e que se mudaram para a China em busca de uma vida melhor.

Não é raro que mulheres como Bon-Hwa sejam traficadas e vendidas para prostituição ou casamento com chineses pobres. O fato, porém, fica ainda pior quando se descobre que ajudar os refugiados norte-coreanos é crime com punições pesadas na China.

A norte-coreana não ligou para todo esse contexto negativo e decidiu que precisava se batizar o quanto antes, mesmo sabendo dos riscos.

– Ela queria tanto ser batizada que não podia esperar mais – diz o pastor que a batizou.

Apesar de não existir qualquer registro, por questões de segurança, o pastor conta que o momento em que Bon-Hwa desceu às águas foi emocionante e inesquecível para todos que presenciaram, inclusive para ele mesmo.

– Eu tive que me conter e me concentrar nos passos da cerimônia. Ou então, eu mesmo teria chorado alto. Foi um momento tão bonito e um privilégio batizar um crente norte-coreano nessas circunstâncias – contou.

No ranking atual dos países que mais perseguem cristãos por causa de sua fé, produzido pela Organização Portas Abertas (Open Doors), a Coreia da Norte é a primeira colocada, com nível de perseguição classificado como “extremo”. Já a China, ocupa atualmente a 23° posição, com nível de repressão definido como “muito alto”.

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