Governo federal socorre profissionais de saúde do Amazonas que denunciam falta EPIs

O Estado vai receber mais de 3 mil frascos de álcool em gel, 1,1 mil óculos de proteção, 312 mil luvas para procedimentos cirúrgicos, 2,5 mil sapatilhas, 260 mil máscaras cirúrgicas, 14 mil aventais e 5,7 mil toucas.

O Ministério da Saúde (MS) distribui nesta semana a terceira e última remessa de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) usados por profissionais de saúde que realizam atendimento dos pacientes infectados pelo coronavírus, em todo o país. Até quinta-feira (02/04), a região Norte e alguns estados do Nordeste receberão os EPIs. O Amazonas vai receber mais de 3 mil frascos de álcool em gel, 1,1 mil óculos de proteção, 312 mil luvas para procedimentos cirúrgicos, 2,5 mil sapatilhas, 260 mil máscaras cirúrgicas, 14 mil aventais e 5,7 mil toucas hospitalares.

No Amazonas, médicos, enfermeiros e outros profissionais da linha de frente no combate ao coronavírus têm reclamado da falta de entrega de EPIs pelo governo do Amazonas. Segundo o Conselho Regional de Medicinas, as denúncias incluem até a falta de álcool 70% nas unidades públicas de saúde. Entidades representativas de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem têm feito denúncias quase diárias de falta de equipamentos.

dos EPIs foi publicada no site do MS. A distribuição dos itens para os estados nortistas e nordestinos será realizada com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que transportará 18 toneladas em equipamentos. Os EPIs foram distribuídos aos estados em três remessas diferentes, à medida que eram adquiridos. Foram 68,9 mil frascos de álcool 500 ml, 100 mil frascos de álcool 100 ml, 60 mil óculos de proteção, 24 de milhões de luvas para procedimentos não cirúrgicos, 100 mil sapatilhas, 14,2 milhões de máscaras cirúrgicas, 742 mil aventais e 209 mil toucas hospitalares.

Na segunda-feira, no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou a força destrutiva do coronavírus, com a derrubada do sistema mundial em todas as suas esferas – como econômica, social e logística –, atacando, inclusive, os países que produzem os insumos, máscaras e EPIs essenciais para profissionais que atuam na linha de frente dos sistemas de saúde.

“Se os profissionais de saúde adoecem, logicamente a capacidade de atendimento vai cair drasticamente”, explicou o ministro Luiz Henrique Mandetta. Ele aproveitou para fazer um apelo à sociedade pedindo a que todos que tiverem máscaras novas [não utilizadas] do modelo N95 para que as entreguem aos hospitais e às secretarias estaduais ou municipais de saúde. “A gente precisa desse pessoal bem, porque são eles que vão atender todo mundo”, disse.

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