Mandetta critica ‘quarentena remunerada’ por 6 meses

Ex-ministro da Saúde disse que ficou “perplexo” e que não conseguiu “entender” a decisão

Após a Comissão de Ética Pública da Presidência da República determinar que Luiz Henrique Mandetta terá que passar por uma “quarentena remunerada” de seis meses, o ex-ministro da Saúde criticou a medida. À Revista Veja, ele disse que ficou “perplexo” e que não conseguiu “entender” a decisão.

Com a quarenta, Mandetta terá que esperar seis meses antes de poder trabalhar no setor privado. Ele continuará recebendo o salário que tinha como ministro, no valor de R$ 31 mil. O ex-ministro da Saúde deixou o governo em abril, então só poderá entrar no setor privado em outubro.

Ao veículo, Mandetta questionou o motivo de um ex-ministro da Saúde ter que passar pela quarentena.

– Estou abismado, perplexo. Não consigo entender o motivo de impor quarentena a um ex-ministro da Saúde no meio de uma epidemia como a que estamos enfrentando – explicou.

O ex-ministro criticou a decisão e afirmou que um novo trabalho dele não traria conflito de interesses com o Ministério da Saúde.

– Eu até entenderia se houvesse algum conflito de interesse entre um novo trabalho e o Ministério da Saúde, mas meu caso é diferente de um presidente de Banco Central, por exemplo, que detém informações privilegiadas que precisam ser resguardadas. Nesse momento de pandemia, as pessoas estão em busca de informações para que possam reabrir seus negócios com segurança e eu, modéstia à parte, estudei esse assunto intensamente durante 120 dias- destacou.

Após a decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência, o presidente do órgão, Paulo Henrique dos Santos Lucon, reconheceu que a decisão não favorece o ex-ministro.

– Não é vantagem para ele [a quarentena], porque na área privada ganharia mais. Mas ele tem informações privilegiadas na área de saúde, e não poderia atuar no setor privado – disse ao jornal O Globo.

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