Wilson Lima diz que não foi à CPI para coordenar ações de segurança em Manaus

Com a decisão de ministra do STF que retirou a obrigatoriedade de Wilson Lima ir à CPI, ele afirmou que não havia como deixar o Amazonas no momento em que acontece “uma grande ação de segurança pública”

O governador Wilson Lima afirmou, na manhã desta quinta-feira (10/06), que não compareceu à CPI da Pandemia do Senado Federal devido à impossibilidade de se ausentar do estado neste momento em que está em andamento uma grande ação de segurança pública, para fazer frente aos recentes ataques do crime organizado no Amazonas. 

“A ministra (Rosa Weber) ontem tomou a decisão e facultou a minha participação na CPI e eu optei por não ir, em razão de todos esses episódios que têm acontecido no estado do Amazonas em que eu preciso estar junto a população, coordenar essas ações na área de segurança. O povo precisa mais de mim aqui nesse momento”, destacou ao se referir à decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu a ele a possibilidade de escolher se comparecia ou não ao depoimento agendado para esta quarta-feira.

O governador reforçou argumento utilizado pelos advogados dele no pedido de habeas corpus, sustentando que a Constituição Federal impede que seja utilizado o instrumento de convocação de governadores, como o que foi realizado pela CPI da Pandemia e está sendo questionado junto ao STF por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 848, que tem como parte autora governadores de 18 estados do país . 

A ADPF sustenta que o instrumento de convocação de governadores fere a Constituição Federal de 1988, seja pela violação do Pacto Federativo, seja pela violação à Separação de Poderes, princípios sensíveis caríssimos ao bom funcionamento da República Federativa.  “Temos um princípio que é importante ser respeitado, que é a independência dos poderes. Isso é um princípio básico e elementar, os direitos da constituição precisam ser garantidos”, frisou o governador. Este aspecto, no entanto, não foi apreciado pela ministra no momento da concessão do habeas corpus. 

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