“Gestão” de Wilson Lima, paga mega salário de R$ 81.733,06, para servidor comissionado

O parlamentar frisou que, entre os vários comissionados com super salários, há o caso de uma servidora que passou de R$ 6.973,03 para R$ 81.733,06, líquido e sem desconto

O deputado Dermilson Chagas (Republicanos), trouxe a tona, esta semana, uma denúncia envolvendo pagamentos de supersalários para servidores comissionados na gestão do governador Wilson Lima. De acordo com o deputado, apesar de não conceder uma “mixaria” de reposição salarial para servidores estaduais de várias categorias, o governador vem pagando salários altíssimos para funcionários de cargos comissionados. Entre estes servidores, segundo o deputado, há até mesmo um salário de quase R$82 mil para uma comissionada.

Atualmente, o governador Wilson Lima se nega a pagar as perdas decorrentes da inflação aos professores, policiais militares e civis, profissionais da saúde, servidores do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Secretaria de Produção Rural (Sepror), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) e Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), entre outros, que ficaram sem receber promoções e data-base. Apesar disso, comissionados da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), a antiga Secretaria de Política Fundiária (SPF), conviveram com diversos aumentos nos últimos meses.

Na folha de pagamentos de funcionários disponível no Portal da Transparência do Governo do Amazonas, foi constatado que diversos servidores dobraram de salário em apenas um mês, chegando a receber mais de R$10 mil. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o caso de uma servidora que ganhava R$ R$ 6.973,03 e em 30 dias passou a receber 81.733,06, líquido e sem desconto. Além desse caso, diversos comissionados que recebiam salário de pouco mais de R$ 5 mil passaram a receber mais de R$ 20 mil.

Além disso, outras irregularidades foram apontadas por Chagas, que afirmou que na folha de pagamentos da Sect existem diversos funcionários que recebem o valor integral sem nenhum desconto, conforme consta no Portal da Transparência. Ele apontou ainda que a relação de servidores do órgão é composta quase que inteiramente de comissionados. Dos 161 nomes da relação, 103 são comissionados, 57 são estatutários e apenas 1 é em regime de CLT.

O deputado afirmou que aguarda informações sobre esses pagamentos. “Isso é um verdadeiro absurdo. Qual a justificativa para isso acontecer em um período que antecede as eleições? Por essa razão, eu gostaria que o secretário da pasta (Ricardo Francisco) viesse aqui, na Assembleia, justificar esses supersalários, porque isso é, no mínimo, muito suspeito. Seja lá qual for a justificativa, isso é um desrespeito com os servidores efetivos, que estão há anos sem aumento real, enquanto outros que vieram só para passar uma chuva estão recebendo mais de 80 mil reais”, desabafou o deputado Dermilson Chagas.

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