Caso Bruno e Dom: Vídeo mostra a chegada dos supostos corpos de Dom e Bruno

Os restos mortais chegaram em sacos pretos por volta das 20h (horário local) e foram conduzidos por agentes da Polícia Federal até uma caminhonete, depois transportados de helicóptero até o município de Tabatinga, de onde devem ser levados em outra aeronave até Brasília.

Durante coletiva de impressa realizada em Manaus, a PF confirmou que Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessou ter assassinado o Bruno Dom Phillips. O suspeito indicou às autoridades o local onde enterrou os corpos das vítimas.

Os remanescentes humanos serão encaminhados para perícia na capital federal. Após a confirmação das identificações, serão entregues às respectivas famílias das vítimas.

Além de Amarildo, também está preso um irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, mas, segundo a PF, ele não confessou envolvimento no caso.

A participação no crime de uma terceira pessoa, citada por Amarildo, está sendo investigada e novas prisões não estão descartadas.

Reconstituição

Ainda segundo a PF, Amarildo fez a confissão na noite de terça, quando narrou em detalhes o crime. Durante o dia desta quarta, ele foi levado até o local onde enterrou os corpos. Ele também indicou onde afundou a embarcação que era usada por Bruno e Dom, mas a polícia só deve ir ao local nesta quinta-feira (16) para retirar a embarcação.

O restos mortais foram achados cerca de 3,1 km de distância de onde itens pessoais do indigenista e do jornalista, como cartão de saúde e notebook, haviam sido encontrados dias atrás.

“Não teríamos condições de chegar ao local de maneira rápida sem a confissão”, afirmou o superintendente.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Guilherme Torres, as equipes percorreram o rio por cerca de 1h40 e depois caminharam mais 25 minutos em uma área de mata de difícil acesso até onde os corpos tinham sido enterrados.

No local, foi feita uma reconstituição do crime, com autorização da Justiça.

Desaparecidos

Bruno e Phillips tinham sido vistos pela última vez na comunidade São Rafael, a cerca de 2 horas de lancha da sede de Atalaia do Norte e próxima à Terra Indígena Vale do Javari. A reserva é palco de conflitos relacionados ao tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

A procura pelos dois teve início no próprio domingo do desaparecimento, dia 5 de junho, por integrantes da Univaja. Como não conseguiram localizá-los, acionaram as autoridades, que passaram a procurá-los a partir do dia seguinte. As buscas envolveram o Exército, a Marinha, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a PF, além de cerca de cem indígenas voluntários.

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