PF confirma que restos mortais encontrados são de Bruno Pereira

A confirmação sobre o corpo de Bruno foi dada pela Polícia Federal na manhã deste sábado (18/7)

Os restos mortais localizados no Vale do Javari, no Amazonas, são do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira. A confirmação sobre o corpo de Bruno foi dada pela Polícia Federal na manhã deste sábado (18/7).

Na sexta (17), os peritos criminais do Instituto Nacional de Criminalística da PF já haviam confirmado que exames feitos em arcada dentária eram compatíveis com o jornalista.

Ainda neste sábado, as investigações tiveram outro avanço. Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha, foi preso. Ele é um dos suspeito de ter envolvimento nas mortes.

O homem se entregou ao saber que estava sendo procurado pelo crime. Um quarto suspeito também é procurado. Duas pessoas já estão presas pelos assassinatos: os irmãos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou o crime, e Oseney da Costa de Oliveira, ou Dos Santos.

Sem mandantes

A PF informou nessa sexta-feira (17) que as investigações sobre a morte do jornalista e do indigenista levantaram indicativos da participação de mais pessoas nos assassinatos.

Entretanto, a corporação afirma que “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) contestou a versão anunciada pela Polícia Federal de que não há mandante. “O requinte de crueldade utilizado na prática do crime evidenciam que Pereira e Phillips estavam no caminho de uma poderosa organização criminosa que tentou a todo custo ocultar seus rastros durante a investigação”, frisou nessa sexta, em nota, a Univaja.

Para a entidade, o posicionamento da Polícia Federal “desconsidera as informações qualificadas” oferecidas pela associação.

Desde o segundo semestre de 2021, de acordo com a Univaja, ofícios apontam a existência de um grupo criminoso organizado atuando nas invasões constantes na reserva do Vale do Javari.

A Univaja afirma que os dois principais suspeitos de envolvimento no assassinato, os irmãos Pelado e Dos Santos, fazem parte desse grupo criminoso.

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